Os buracos de minhoca também conhecidos como pontes de Einstein-Rosen, são ligações
entre dois pontos do espaço que teoricamente permitem que um corpo se desloque, instantamente, de um ponto para outro. Para tanto seria necessária uma grande quantidade de energia para produzir este "buraco" e acredita-se seja unidirecional, ou seja, uma vez dentro não se pode retornar.
A idéia dos buracos de minhoca foi inventada pelo matemático alemão Hermann Weyl em 1921 em conexão com sua análise da massa em termos da energia do campo eletromagnético e o termo foi criado pelo físico americano John Wheeler em 1957. Estes buracos de vermes, (wormholes), como são também conhecidos, são considerados possíveis com base na teoria da
relatividade de Einstein, que diz que toda massa curva o
espaço-tempo.
Imaginando-se que o espaço é bidimensional e que as massas dos planetas, a Terra por exemplo, exerce uma força sobre este espaço, suficiente para criar um túnel que conecta pontos distantes do universo, exercidos por outros corpos de massas que também produzem o mesmo efeito, isso criaria ligações (tuneis) que permitiria comunicação entre eles, onde uma pessoa poderia entrar em um ponto A e sair em outro ponto B num tempo relativamente pequeno com relação as distâncias entres estes pontos por estarem na outra extremidade relativa do universo. Assim, se esses pontos fossem transponíveis a matéria poderia "viajar " através deles e com isso fazer a chamada viagem no tempo.
Da mesma forma que um verme que perambula pela casca de uma maçã poderia pegar um atalho para o lado oposto
da casca da fruta abrindo caminho através do miolo, em vez de mover-se por toda
a superfície até lá, um viajante que passasse por um buraco de verme pegaria um
atalho para o lado oposto do universo através de um túnel topologicamente
incomum.
Os Buracos de verme lorentzianos, buracos de verme de
Schwarzschild ou pontes de Einstein-Rosen são pontes entre áreas do
espaço que podem ser modeladas como soluções de vácuo para as equações de campo de
Einstein ao combinar os modelos de um buraco negro e um buraco branco. Esta solução foi descoberta
por Albert Einstein
e seu colega Nathan Rosen,
os quais publicaram o resultado em 1935. Todavia, em 1962 John A.
Wheeler e Robert
W. Fuller publicaram um paper
demonstrando que este tipo de buraco de verme é instável, e que ele colapsará
instantaneamente tão logo se forme, impedindo que mesmo a luz consiga
atravessá-lo.
Embora buracos de verme de Schwarzschild não sejam transponíveis, sua
existência inspirou Kip
Thorne a imaginar buracos de verme transponíveis criados mantendo-se aberta
a "garganta" de um buraco de verme de Schwarzschild com matéria
exótica (matéria que possui massa/energia negativa) a qual não teve ainda comprovada sua existência.
Assim dada as dificuldades de se criar esses buracos, sua instabilidade caso fossem criados e ainda as implicações temporais quanto ao passado ou futuro nos leva a crer que ficará por muitos anos na classificação de ficção cientifica. A menos que já existam de uma forma discreta e venham a ser descobertos e estudados de uma forma consistente!
Nenhum comentário:
Postar um comentário