sábado, 10 de julho de 2010

Aula cronometrada! Educação na medida?

Sábado a tarde, escurecendo, após uma tarde razoável de atividades peguei uma das revistas mais lidas do país, não é playboy, e deparei-me com um artigo sobre educação o que me obrigou, como professor, a teclar nesse modesto blog algumas considerações a respeito da tal aula cronometrada!
Alguns Estados da Federação estão aplicando o método que consiste em levar profissionais, devidamente treinados e equipados para a sala de aula a fim de observarem quanto tempo os profissionais da educação, leia-se professores, estão desperdiçando com coisa banais, indisciplina entre outros assuntos irrelevantes, ou seja, o quanto estão deixando a desejar num país que se diz responsável e interessado pela educação!
Esse método já aplicado em países de "bom ensino" está agora chegando as nossas salas para que possamos ter um panorama do porque nossos alunos brazucas não "conseguém" progredir na leitura, nos cálculos, no raciocínio lógico entre outras maselas da vida escolar.
O artigo em questão, a meu ver, está muito bem escrito e é pertinente, contudo esquece de mencionar alguns aspectos interessantes, que somente os profissionais que estão lá no front poderiam listar, pois de uma mesa a quilômetros de distância ou mesmo a longíquos cargos de secretaria e eficientes diretorias  e teóricos, também se distancia.
A educação brasileira vai mal, assim como as demais no mundo, é claro não tão mal como a nossa pois o Brasil insiste em querer ser líder e continuará sendo em vários setores da vida de seus cidadãos, como: educação, segurança, saúde, etc. Pena que negativamente!
Por que, afinal as aulas não funcionam?
Seria pelas aulas monótonas, baseadas na velha lousa! O tempo gasto com a indisciplina! a falta de atenção!
E as boas práticas? Que diz o artigo, a que os professores devem se mirar!
Dizem que no exterior, os gringos, leia-se EUA, chegam a filmar as aulas para submeter o material aos professores confrontando-os com suas falhas e insucessos. Bravo!
Dizem, também, que por aqui "os professores perdem tempo demais com assuntos irrelevantes e se revelam incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital".
Dizem, mais, que os cronômetros "são um necessário passo para o Brasil deixar a zona do mau ensino".
Pois bem!
Como educador acho isso um absurdo, uma "invasão de privacidade", já que hoje é comum ouvir isso! e além do mais se esquecem de mencionar outras variáveis que contribuem ou não para o sucesso da educação em países que querem realmente fazer educação.
No estrangeiro, pelo que sei, pois não existe programa de incentivo para que os professores brasileiros possam visitar outras escolas "do bom ensino" e se existe é limitado a poucos cérebros pensantes e técnicos para tirar lições concretas dos métodos revolucionários existentes nesse mundão de Deus.
Os professores lá, é sabido, fazem mais que os daqui. Eles tem tempo para programar suas aulas, leia-se "tempo real", não algumas minguadas horas, pois o processo de elaboração de provas, correção, pesquisa, preenchimento de cadernos, entre outras variáveis, acreditem, leva tempo, muito tempo!
Outro fator importante e porque não dizer o principal é que os estudantes lá fora querem aprender para serem os melhores, pois sabem que com o be-a-bá não conseguem nada. Situação muito diferente dos nossos que se conformam com uma média medíocre e chorada, o cinco (05) necessário para passar em muitas escolas públicas, aquelas pesquisadas pelos especialistas.
Além disso ninguém lembra que aos professores lhes é atribuido funções extras durante o ato educativo como: atendentes de créche, enfermeiros, psicológos, atendentes de alunos especiais - de toda natureza,  psiquiatras, paí, mãe entre outras atribuições.
Vamos lembrar ainda, que a maioria dos professores brasileiros para terem uma vida razoável com alimentação, condução, farmácia, faculdade para os filhos, precisam  trabalhar manhã, tarde e noite, que as salas tem que estar cheias e o salário não pode ser muito "alto" para que o Estado possa economizar e ter dinheiro para aplicar em obras ou em propaganda institucional.
Para terminar, cabe lembrar que em muitas escolas brasileiras sequer existe lousa, classes, salas-de-aula, onde o jurássico mimeógrafo funciona a todo vapor para que o professor aplique suas provas, claro, se houver álcool, pois quase nunca tem para alimentar esse monstro beberrão e possa se divertir nos finais de semana e feriados.
Enfim, falar em educação é empolgante, todo mundo quer dar palpite e é claro vai virar tema do momento pois tem eleição aí gente! Além disso depende de tempo, vontade, dinheiro bem aplicado, interesse dos alunos em aprender e um pouco de responsabilidade de todos além do velho blá-blá-blá.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"BRAZIL", MAIS UMA ELEIÇÃO !

Estamos chegando a mais uma eleição, sabe-se que nesse período os políticos, aqueles caras que tu só vê nas campanhas, pois a grande maioria desaparece durante o resto do ano, começam suas peregrinações a procura de voto.
Não que eu queira culpar todos os políticos do mundo, porque certamente existem aqueles com espírito coletivo, que tentam trabalhar sério, procuram estar próximos a suas bases e principalmente tem projetos para apresentar a população.
Avaliar corretamente o quanto nosso voto é valioso, seja para mudar o que está errado ou assegurar a manutenção dos malandros, safados e oportunistas de plantão é meio complicado.
As vezes penso que fica estranho falar sobre esse assunto já que sou partidário (PP) e que também sou político, por ter participado de duas eleições: Uma como candidato a Deputado Federal (2006) e outra como candidato a Vereador (2008).
Não obtive exito, é claro! Sou apenas um professor com algumas idéias na cabeça, alguns rascunhos de projetos que iriam beneficar criançinhas, a educação e velhinhos e não os interesses individuais ou de certos grupos.
Vê-se muito aqueles belos sorrisos, o tapinha nas costas e tudo mais, alias eu sorrio pouco, é o meu jeito, estou tentanto ficar um pouco menos antepático, pois tenho percebido que todos adoram uma bajulação e um sorriso de crocodilo.
Esse ano vamos eleger Senadores, governadores e presidente da república, todos com o legítimo direito de concorrer, mas nem todos com as boas intenções e até mesmo com certas limitações em fazer o melhor. Vamos pensar um pouquinho e analisar bem esses indivíduos, sermos práticos e pensarmos um pouco no futuro, não o de amanhã, mas de quatro longos anos.
Não sou contra termos reservas, protegermos nossos ex-presidentes e seus familiares, termos um força aérea UM, são questões pertinentes, mas temos que avançar também na educação, na saúde e na segurança, onde segundo consta foram aplicados valores muito pequenos em relação ao potencial e a demanda dessas áreas.
Disseram que um certo Ministério da Justiça, teve suas despesas com cartão corporativo, aquele que nossos políticos precisam para custear seus gastos com representatividade, afinal estão lá só para defender nossos interesses e representar bem o povo brasileiro, de R$ 6,9 milhões para R$ 13,9 milhões. Uma diferença que daria, segundo outras informações, para comprar umas dez casas iguais a que nossa governadora adquiriu (PSDB-RS).
Onde estão os projetos sociais não paternalistas, a geração de emprego e renda, melhores salários, respeito ao cidadão e a dignidade de uma nação que se diz defender os direitos humanos, ser contra a ditadura, entre outros brados que não se ouvem mais, pois as vozes estão por aí ! Foram anos batendo na mesma tecla até que conseguíssemos redemocratizar o país, e agora!
Temos uma eleição pela frente caros gaúchos e brasileiros, precisamos acreditar que podemos fazer a diferença e que as coisas erradas existem e precisam ser mudadas, não é tudo só maravilha como fazem aparecer!
Antes do voto vamos tomar consciência, de uma vez por todas, que devemos renovar para não viciar os governantes, que devemos analisar seu histórico atentamente, não cair na conversa amiguinho ou no canto da sereia e principalmente analisar PROPOSTAS, pois sem elas é só a mesma balela de sempre, vira em pizza.

Precisamos de compromisso social, de atitude para mudar e principalmente, perdoem, vergonha na cara!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Educação e limites

A educação, tema de constante discussão e discursos políticos, tem se mostrado uma área complexa e cheia de desafios, principalmente no que tange a atuação dos alunos frente ao processo ensino-aprendizagem, seja pela falta de interesse ou simplesmente pela falta de limites que trazem de fora.
O ato educativo requer um certo ambiente que proporcione condições para que o processo se instale, imagine trabalhar um tema de matemática sem a devida atenção ou o envolvimento das partes, seria uma perda de tempo e energia que tornaria toda a proposta sem sentido e ineficiente.
Nossas salas de aulas estão cheias, principalmente na rede pública estadual, onde a sala é medida e feita a mensuração lógica do espaço necessário para cada aluno, esse cálculo é a base para quantas turmas de certo ano terá tal escola e quantos profissionais poderão ser utilizados alí, diminuindo assim o custo com pessoal.
Sabemos também que a infância e a adolescência é um momento de descobertas, de afirmação e de desafios, nesse interim estar consciente da importância da escola e seus métodos nem sempre são o foco dos alunos que só querem se descobrir, interagir e evoluir nesse ambiente inovador.
Acreditar que a prática educativa ainda é possível é a árdua tarefa do professor, sem a qual tudo ficaria ainda mais difícil, pois na sua maioria, a cada dia, percebe-se que o desinteresse é quase geral, que os bons hábitos estão ficando cada vez mais raros e que o respeito e cooperação estão cada vez mais distantes.
Impor regras, firmar acordos de convivência, traçar metas a serem atingidas e em contrapartida executar as transgressões, acabando com o "Não da nada", é a certeza de formar verdadeiros cidadãos, ou nomínimo pessoas com senso de limites, seja em um ambiente como a escola, quanto a vida.
Isso não só prepará nosso aluno para o mundo competitivo e exigente que os esperam, mas também ajudará a oportunizar o ambiente ludico e adequado necessário à prática educativa, assegurando aos profissionais da educação reais condições de trabalho e melhoramento da qualidade da educação.
Nosso aluno é questionador quanto aos seus direitos e aspirações, por vezes, faz deles sua principal defesa para não copiar a matéria, não estudar ou sequer prestar atenção as explicações, agravando ainda a situação quando além de tudo não permite que os demais aprendam, pois torna-se protagonista na dispersão dos potenciais existentes.
A meu ver, por estar na sala de aula da rede pública, tanto municipal quanto estadual, há sim um problema que nem sempre é discutido ou é alvo de discussões dos especialistas de plantão, que é a questão da falta de condições de trabalho dos professores para que possam auxiliar seus alunos a descobrirem seus talentos, suas inteligências e seu verdadeiro potencial.
Os mais liberais que me perdoem, os que defendem a educação como uma forma de integração a qualquer preço ou os que simplesmente não frequentam uma sala de aula de verdade há muito tempo, é preciso haver limites na escolas, que há muito deixaram de ser ambientes do saber para se tornarem outra coisa qualquer !
Nossos jovens precisam cooperar para que o processo seja apresentado, assimilado e executado com sucesso, caso contrário os índices da qualidade da educação, medidos periodicamente continuarão mostrando que nossa educação está ruim, que nossos alunos não sabem ler, interpretar, calcular e raciocinar ! Que educação é essa?
Afinal, o que estão fazendo esses professores?
Como qualquer categoria o educador precisa de condições mínimas para executar o seu trabalho!!!!